Divirta-se: Cia do Covil concede desconto na peça Passional para estudantes de Comunicação Social


Sobre a peça:

As 8 histórias sobre relações amorosas são interpretadas pelos 10 atores do grupo.
Em cena, um trio de violão, violino e percussão executa a trilha ao vivo. Estreia dia 6 de
junho no Teatro Augusta.

A Cia do Covil estreia a comédia dramática Passional, baseado na obra de João do
Rio, pseudônimo do escritor e dramaturgo carioca João Paulo Barreto (1881-1921), um
dos grandes influenciadores da obra de Nelson Rodrigues. O espetáculo faz temporada
na sala principal do Teatro Augusta, até 30 de agosto, às quartas e quintas-feiras, às 21
horas.

Depois de trabalhar com diretores importantes do teatro brasileiro – Antonio Abujamra,
Antunes Filho, Zé Celso Martinez Corrêa, Roberto Lage e João Fonseca, entre outros –
o ator André Corrêa estreia agora na direção, trazendo as marcas de seus mestres na
encenação de Passional. No elenco, Adriana Monteiro, Aluado Ramoony, Ângelo Aleixo,
Jay Pólvora, Laís Lenci, Luana Paradeda, Luciana Ribeiro, Renato De Vitto, Rodrigo
Monteiro, Silene Cristina. Três músicos executam a trilha ao vivo, na formação de violino
(Sarah Cangussu), violão (Danilo Pinto) e percussão(Rogério Loebel).

São 10 atores em cena o tempo todo, interpretando uma seleção de oito contos –
adaptados pelos próprios, com coordenação de dramaturgia de André Corrêa, que
também assina sozinho a versão para o palco de uma das histórias. História de Gente
Alegre e Dentro da Noite (Aluado Ramoony), A Suicida do Trem de Enghin (Renato de
Vitto), A Fada das Pérolas e O Homem da Cabeça de Papelão (Jay Pólvora), A Aventura
de Rozendo Moura (André Corrêa), Créssida (Laís Lenci) e O Bebê de Tarlatana Rosa
(Adriana Monteiro e Jay Pólvora) .
.
O espetáculo Passional convida a um mergulho na obra de João do Rio, controverso
autor carioca, e um dos principais influenciadores da obra de Nelson Rodrigues. “Através
dos oito contos selecionados, o dramaturgo apresenta os contrastes da vida urbana em
narrativas surpreendentes, instigantes e absolutamente imprevisíveis, que variam do
humor ácido ao absoluto terror”, adianta André Corrêa.

A multiplicidade de espaços simbólicos aparece ambientada em histórias onde
prostíbulos, casas de família, cassinos e ambientes de trabalho abrigam os conflitos dos
personagens. Tipos que, ao expressarem sentimentos primários como o amor, o desejo,
a lascívia, o ódio, a inveja e a ira, fornecem valiosa fonte de reflexão sobre os padrões
sociais contemporâneos.

Cronista de sucesso nos jornais onde trabalhou, João do Rio foi um carioca de talento
literário comprovado. Pouco conhecido em São Paulo, o autor, que viveu no Rio de
Janeiro entre o final do século 19 e o começo do 20, morreu em decorrência de um
ataque cardíaco dentro de um táxi, aos 41 anos. Figura controversa, gay e mulato,
aguçou o preconceito da classe literária da época, que o chamava de dândi por seu
extravagante estilo de vida – frequentava ao mesmo tempo a Academia Brasileira de
Letras e os prostíbulos da Lapa.

Histórias dão conta de que em seu enterro compareceram 10% da população carioca na
época (100 mil pessoas). “Citado várias vezes por Nelson Rodrigues como seu grande
influenciador, João do Rio, por ser um autor do começo do século 20, tinha uma maneira
rebuscada de escrever. Por isso, objetivando aproximar a comunicação com o expectador
contemporâneo, optei por adaptar a linguagem para os dias de hoje”, conta o diretor. Di
Cavalcanti pintou um quadro e o batizou com o nome de um dos contos de João do Rio,
O Bebê de Tarlatana Rosa.

Os textos são ligados pelo conteúdo dramatúrgico. De acordo com André Corrêa, todos
tratam de relações amorosas e lidam com o passional. A encenação do espetáculo busca
um diálogo entre o sistema de Stanislavski, no que diz respeito à preparação do ator
e a interpretação naturalista, e o teatro Épico desenvolvido por Brecht, em relação ao
conceito estético da cena. O ponto de vista assumido pelo ator é o de dois horizontes de
consciência: o dele, ator/narrador, e o do personagem.

Pequenas sinopses das histórias

História de Gente Alegre – Cavalheiros de alta classe contam a história de Elza, uma prostituta de 18 anos,
assassinada no ambiente de trabalho.

A Suicida do Trem de Enghin – Depois de impedir o suicídio de uma mulher, viciado em jogos de azar é
convencido pela mesma a apostar num cavalo.

Dentro da Noite – Um sádico fala a um amigo, com detalhes e requintes de crueldade, sobre sua bizarra
tara: enterrar alfinetes no braço de mulheres.

O Homem da Cabeça de Papelão – Homem deslocado na sociedade troca sua cabeça por uma de papelão
e tem sua vida transformada.

A Fada das Pérolas – Vida de família simples vira de cabeça pra baixo quando seu mantenedor começa a
trabalhar num teatro e se envolve com a estrela da companhia.

Créssida – Garota manipula emocionalmente vários homens ao mesmo tempo.

A Aventura de Rozendo Moura – Rozendo, um playboy da alta burguesia, é convencido por uma mulher
desconhecida a protegê-la de seu ex-amante que, segundo ela, quer matá-la.

O Bebê de Tarlatana Rosa – Uma aventura erótica, de desenlace grotesco, que acontece durante o
carnaval.

Sobre André Corrêa
Começou a carreira em 1993 como ator, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), dirigido por Antunes
Filho, com quem fez “Trono de Sangue/Macbeth”, de Willian Shakespeare. Em seguida, trabalhou com
José Celso Martinez Corrêa em “Ham-let”, também de Shakespeare. Depois disso, começou a trabalhar
com Antônio Abujamra, com quem fez inúmeros espetáculos, entre eles: “O Casamento”, de Nelson

Rodrigues; “A Resistível Ascensão de Arturo Ui”, de Bertolt Brecht; “Essa Noite Se Improvisa”, de Luigi
Pirandello; “O Que Leva Bofetadas”, de Leonid Andreiev; “Tchekhov e a Humanidade”, de Anton Tchekhov
e “O Escrivão”, de Hermman Melville. Dividiu o palco com Abujamra na peça “O Grande Regresso de
Paulo Sérgio Cortez”, de Serge Kribuz e fez Assistência de Direção para o diretor em “Gertrude Stein”, de
Alcides Nogueira e em “Mephistópheles”, de Goethe. Ainda no teatro, também trabalhou com os diretores
Mauro Mendonça Filho (“Deus”, de Woody Allen), Willian Pereira (“Romeu e Julieta”, de Shakespeare),
Roberto Lage (“A Mandrágora”, de Maquiavel), Samir Yasbek (“O Fingidor”, do próprio Yasbek), Marco
Antônio Rodrigues (“História de Dois Amores”, de Carlos Drummond de Andrade) e João Fonseca (“Timon
de Atenas” e “Tróilo e Créssida”, de Shakespeare). Na televisão, atuou em mais de 100 filmes publicitários
para empresas como “Itaú”, “Net”, “Nestlé”, “Coca-Cola”, “Volkswagen” e “Folha de São Paulo”, tendo
trabalhado ao lado de diretores como Cláudio Torres, Breno Silveira, Andrucha Waddington, Flávia
Moraes, João Daniel, Tadeu Jangle, entre outros. Na Rede Globo, atuou nas novelas “O Profeta”, “Pé
Na Jaca”, “Zazá”, “Suave Veneno”, “Filhas da Mãe”, “Torre de Babel”, “O Amor está no Ar” e nas
minisséries “Um Só Coração”, “Labirinto” e “Hilda Furacão”.

Em 2008, protagonizou o espetáculo “Os Possessos”, baseado no romance “Os Demônios”, de Dostoiévski,
com direção de Antônio Abujamra. Em 2009, atuou ao lado de Julia Lemmertz e Lígia Cortez em “Maria
Stuart”. No ano de 2010 atuou no especial “Por toda minha vida”, sobre Cartola, no papel de Stanislaw
Ponte Preta, e na microssérie “Dalva e Herivelto”, no papel de César Ladeira. Em 2011, atuou na
trilogia “Enquanto Isso…”, de Alan Aykbourn, no Teatro Folha e protagonizou o telefilme “A Teu Lado Leve”,
com direção de Flávia Moraes, dentro do projeto “Fronteiras”, do canal TNT e coordenado pelo renomado
cineasta argentino Juan José Campanella, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro por “O Segredo
dos seus Olhos”.

Trabalha há 13 anos como professor de interpretação e montagem no “INDAC- Instituto de Arte e Ciência”
e há 4 anos na Escola de Teatro e Faculdade de Artes “Célia Helena”. Em 2012, concluiu o curso de
pós-graduação em Direção Teatral também pela Escola Superior de Artes “Célia Helena”, tendo como
professores Antônio Araújo, Márcio Aurélio, Renato Borghi, Cida Moreira, Samir Yasbek, Marco Antônio
Rodrigues, Giuliana Simões, Flávio Desgranges, entre outros. Inicia, neste ano, sua carreira como diretor
profissional com o espetáculo “Passional”.

Ficha técnica
Texto – Contos de João do Rio e ator responsável pela adaptação:
“História de Gente Alegre” e “Dentro da Noite”: Aluado Ramoony. “A Suicida do Trem de Enghin”: Renato de
Vitto. “A Fada das Pérolas” e “O Homem da Cabeça de Papelão”: Jaidson Pólvora. “A Aventura de Rozendo
Moura”: André Corrêa. “Créssida”: Laís Lenci. “O Bebê de Tarlatana Rosa”: Adriana Monteiro e Jaidson
Pólvora. “Crimes de Amor”: Rodrigo Monteiro.

Direção e dramaturgia: André Corrêa. Iluminação: Wagner Freire. Cenário: Mira Andrade. Figurino:
Gabriela Pinesso.Assistência de direção: Izabela Mariano. Elenco: Adriana Monteiro, Aluado Ramoony,
Ângelo Aleixo, Jay Pólvora, Laís Lenci, Luana Paradeda, Luciana Ribeiro, Renato De Vitto, Rodrigo
Monteiro, Silene Cristina.

PASSIONALda obra de João do Rio
Direção André Corrêa 
Todas as quartas e quintas às 21h no Teatro Augusta – sala nobre
Ingressos – R$30 

Promoção para estudantes de Comunicação Social – Apresente a carteirinha ou comprovante e pague apenas R$10.

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